1. ...Faltam 117 dias

  2. ...para o fim do

  3. ...governo Lula

21:18 em Natal - RN 05 de Setembro de 2010
Dez
04
Blog
    15:23

Obrigado, Lula!

O DEM jamais terá como pagar o favor que recebeu de Lula na última quinta-feira. Em Vitória e, depois, no Rio, Lula bateu duramente nele. Acusou-o de torcer para que tudo dê errado. Queixou-se do empenho do DEM em acabar com a CPMF. Garantiu que a CPMF só mete medo em sonegador de impostos. E, como se não bastasse, poupou o PSDB, cada vez mais linha auxiliar do PT. Em resumo: Lula carimbou o DEM como o único partido de oposição ao governo. Nada mal para quem estreou meio sem jeito na oposição há menos de cinco anos. O DEM agradece de joelhos.

Ricardo Noblat de Brasília, O GLOBO, segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Out
19
Blog
    15:08

CONGRESSO EM FOCO

O site www.congressoemfoco.com.br está promovendo uma eleição para escolher os parlamentares brasileiros que, em 2007, mais se destacaram no Congresso Nacional como legítimos representantes do povo.

O senador José Agripino (RN), líder dos DEMOCRATAS, concorre ao título.

Acreditamos que José Agripino está em sintonia com a opinião popular porque:

- Lutou pelo voto aberto em todas as votações do Congresso Nacional;
- Cobrou transparência e franqueza dos senadores no escândalo envolvendo o presidente do Senado, Renan Calheiros;
- Fiscaliza os gastos públicos, investiga denúncias e exige competência administrativa do Governo Federal;
- Defende, com firmeza, o crescimento econômico do país por meio da geração de emprego e do desenvolvimento sustentável e não somente por meio de programas assistencialistas.

Por tudo isso, eu voto e peço seu voto!

Acesse http://congressoemfoco.ig.com.br/Enquete2007.aspx

VOTE E DIVULGUE nossa campanha!

Junte-se a nós nessa campanha para valorizar quem luta por um novo Brasil.


Out
19
Blog
    12:52

ENDIREITANDO UM ESQUERDISTA

Muito bom o artigo publicado no Correio Braziliense de hoje intitulado "Como endireitar um esquerdista", de autoria do frei Betto, que só suportou apenas os três primeiros anos do governo Lula.

É realmente uma obra-prima que não pode ser perdida e por isto mesmo transcrevo abaixo.

» Como endireitar um esquerdista

Ser de esquerda é, desde que essa classificação surgiu na Revolução Francesa, optar pelos pobres, indignar-se frente à exclusão social, inconformar-se com toda forma de injustiça ou, como dizia Bobbio, considerar aberração a desigualdade social.

Ser de direita é tolerar injustiças, considerar os imperativos do mercado acima dos direitos humanos, encarar a pobreza como nódoa incurável, julgar que existem pessoas e povos intrinsecamente superiores a outros.

Ser esquerdista — patologia diagnosticada por Lênin como “doença infantil do comunismo” — é ficar contra o poder burguês até fazer parte dele. O esquerdista é um fundamentalista em causa própria. Encarna todos os esquemas religiosos próprios dos fundamentalistas da fé. Enche a boca de dogmas e venera um líder. Se o líder espirra, ele aplaude; se chora, ele entristece; se muda de opinião, ele rapidinho analisa a conjuntura para tentar demonstrar que na atual correlação de forças...

O esquerdista adora as categorias acadêmicas da esquerda, mas iguala-se ao general Figueiredo num ponto: não suporta cheiro de povo. Para ele, povo é aquele substantivo abstrato que só lhe parece concreto na hora de cabalar votos. Então o esquerdista se acerca dos pobres, não preocupado com a situação deles, e sim com um único intuito: angariar votos para si e/ou sua corriola. Passadas as eleições, adeus trouxas, e até o próximo pleito!

Como o esquerdista não tem princípios, apenas interesses, nada mais fácil do que endireitá-lo. Dê-lhe um bom emprego. Não pode ser trabalho, isso que obriga o comum dos mortais a ganhar o pão com sangue, suor e lágrimas. Tem que ser um desses empregos que pagam bom salário e concede mais direitos que exige deveres. Sobretudo se for no poder público. Pode ser também na iniciativa privada. O importante é que o esquerdista se sinta aquinhoado com um significativo aumento de sua renda pessoal.

Isso acontece quando ele é eleito ou nomeado para uma função pública ou assume cargo de chefia numa empresa particular. Imediatamente abaixa a guarda. Nem faz autocrítica. Simplesmente o cheiro do dinheiro, combinado com a função de poder, produz a imbatível alquimia capaz de virar a cabeça do mais retórico dos revolucionários.

Bom salário, função de chefia, mordomias, eis os ingredientes para inebriar o esquerdista em seu itinerário rumo à direita envergonhada — a que age como tal mas não se assume. Logo, o esquerdista muda de amizades e caprichos. Troca a cachaça pelo vinho importado, a cerveja pelo uísque escocês, o apartamento pelo condomínio fechado, as rodas de bar pelas recepções e festas suntuosas.

Se um companheiro dos velhos tempos o procura, ele despista, desconversa, delega o caso à secretária, e à boca pequena se queixa do “chato”. Agora todos os seus passos são movidos, com precisão cirúrgica, rumo à escalada do poder. Adora conviver com gente importante, empresários, ricaços, latifundiários. Delicia-se com seus agrados e presentes. Sua maior desgraça seria voltar ao que era, desprovido de afagos e salamaleques, cidadão comum em luta pela sobrevivência.

Adeus ideais, utopias, sonhos! Viva o pragmatismo, a política de resultados, a cooptação, as maracutaias operadas com esperteza (embora ocorram acidentes de percurso. Neste caso, o esquerdista conta com o pronto-socorro de seus pares: o silêncio obsequioso, o faz-de-conta de que nada houve, hoje foi você, amanhã pode ser eu...).

Lembrei-me dessa caracterização porque, dias atrás, cruzei num evento com um antigo companheiro de movimentos populares, cúmplice na luta contra a ditadura. Perguntou se eu ainda mexia com essa “gente da periferia”. E pontificou: “Que burrice a sua largar o governo. Lá você poderia fazer muito mais por esse povo”.

Tive vontade de rir diante daquele companheiro que, outrora, faria um Che Guevara sentir-se um pequeno-burguês, tamanho o seu aguerrido fervor revolucionário. Contive-me, para não ser indelicado com aquela figura ridícula, cabelos engomados, trajes finos, sapatos de calçar anjos. Apenas respondi: “Tornei-me reacionário, fiel aos meus antigos princípios. E prefiro correr o risco de errar com os pobres do que ter a pretensão de acertar sem eles”.

Out
17
Blog
    13:02

PRATO VAZIO, ATÉ QUANDO?

O nosso planeta produz alimentos suficientes para nutrir adequadamente a população, porém, hoje existem aproximadamente 850 milhões de famintos no mundo, o que requer um posicionamento mais audacioso das autoridades.

No Brasil o número de pobres e famintos vem caindo nos últimos 20 anos, porém eles ainda são muito tímidos se comparados aos demais países da América Latina. Nosso país ainda apresenta um índice bastante elevado de pobreza e de fome se comparado com a Argentina e o Chile, por exemplo.

Estudos realizados pelo Instituto Brasileiros de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, em 2006, 14 milhões de pessoas conviveram com a fome e outros 72 milhões sofreram algum tipo de insegurança alimentar. Ou seja, dois em cada cinco brasileiros não têm garantia de acesso à alimentação em quantidade, qualidade e regularidade.

Essa situação tem rosto e posição geográfica, sobretudo no norte e no nordeste do país e nos lares administrados por mulheres do campo, indígenas e negras. São características que têm se mantido ao longo da história, apesar das políticas públicas já existentes, mas ainda é preciso outras para grupos específicos.


  • «
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  •  8 
  • 9
  • 10
  • 11
  • 12
  • 13
  • »
  • © 2007 José Henrique - Todos os direitos reservados